Um Novo Cinema?
Resumo
A digitalização global não só afetou a produção cinematográfica, como também alterou as expectativas criativas, redefinindo as formas convencionais de contar histórias. Alguns estudiosos referem-se ao cinema como em estado de agonia ou suspenso numa espécie de limbo digitalmente animado. Alguns cineastas falam do surgimento de uma nova linguagem. Um Novo Cinema? questiona como as novas tecnologias, acessíveis tanto a profissionais como a não profissionais, e a diversidade dos processos criativos estão a transformar e a influenciar a estética (e a prática) cinematográfica. Este ensaio defende que os modos digitais de cinema em proliferação merecem ser examinados, elaborados e incentivados, mesmo nos casos em que os filmes produzidos para as salas de cinema já não são o formato predominante de exibição. Para tal, considera várias obras do cinema contemporâneo que testam novas formas estéticas, nomeadamente através do plano expandido, do mobile phone filmmaking, do ecrã intermédia e do onírico. Exemplos de cineastas como Bi Gan, Sean Baker, Jane Shoenbrun e Bertrand Mandico exploram as possibilidades expansivas para um novo cinema enquanto expressão artística totalmente intencional, através da maximização dos poderes criativos do artista. Por fim, o ensaio ressalva como a intencionalidade humana na prática artística digital pode prevenir a degradação do cinema como forma de arte.
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Artigo aceite em 2026-02-23
Artigo publicado em 2026-02-23















